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terça-feira, 31 de julho de 2012

6ª Feira de Profissões da USP



De 2 a 4 de agosto acontece a 6ª edição da Feira de Profissões da USP do campus da capital, que será realizada no Centro de Práticas Esportivas da Universidade (Cepeusp). Esta Feira é uma oportunidade para os alunos do ensino médio, vestibulandos, professores, pais, e interessados em geral obterem mais informações sobre as disciplinas, a grade curricular, duração, estágios e mercado de trabalho dos cursos oferecidos pela USP.

Nos três dias de realização deste evento os professores, alunos e funcionários das Unidades de Ensino e Pesquisa, Museus e Órgãos da Universidade do campus de São Paulo e também do interior vão prestar atendimento ao público, distribuindo material informativo, realizando experimentos científicos e apresentando ferramentas que fazem parte do cotidiano das principais áreas de formação dos cursos de graduação e das atividades da USP.


Haverá também um espaço para esclarecimento de dúvidas sobre o vestibular 2013 da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), no qual será possível solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição, cujo prazo se encerra no dia 3 de agosto; e um outro com informações sobre as inscrições para o Programa de Avaliação Seriada (Pasusp), que estão abertas até 15 de agosto.


Além de conversar com os expositores, o público poderá realizar passeios de aproximadamente 60 minutos aos museus e espaços existentes no campus da Cidade Universitária através do Giro Cultural onde os visitantes terão a disposição um ônibus com monitores para explicar a história da USP e da criação do campus, e receber informações sobre cada Unidade de Ensino e Pesquisa que está sediada neste local. 


Serão realizadas ainda atividades esportivas, dinâmicas de orientação profissional desenvolvidas pelo Instituto de Psicologia da Universidade e o Show da Física, com duas sessões diárias. Ao visitar a Feira, o público também poderá fazer doação de roupas para a campanha do agasalho.

Para participar, basta se inscrever gratuitamente através do site da PRCEU.

A Feira será realizada entre os dias 2 a 4 de Agosto, de quinta-feira a sábado, 9h às 17h, no Cepeusp, localizado na Praça 2, Prof. Rubião Meira, 61, módulos 1 e 2 ? Cidade Universitária, São Paulo.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

EXPO ECOM 2012


CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) junto com as FCDL's (Federação das Camaras de Dirigentes Lojistas) e os CDL's (Camaras dos Dirigentes Lojistas) de cada Estado/Cidade e demais Entidades e Instituições participantes, realizam o Seminário e Workshop de Comércio, NegóciosEletrônicos e Meios de Pagamentos vai ser realizado no formato "Road Show" em 14 Capitais Brasileiras.
A ECOM2012 tem como objetivo trazer mais informações, conhecimentos, melhores práticas e experiências para junto do meio empresarial brasileiro, em especial junto ao Movimento Lojista e Varejista. Trata-se de uma iniciativa empresarial e de caráter sócio-tecnológico, que pretende através da troca de conhecimentos e suporte técnico, permitir a entrada de comerciantes e empreendedores no comércio eletrônico.
Trata-se de uma iniciativa inédita no Brasil e que trará aos participantes a oportunidade de entrar para o Comércio Eletrônico e habitar o ambiente mundial de negócios da Web, com segurança, eficiência e de maneira sustentável. Dentre outros temas e assuntos, serão realizadas: a) profissionais e experts da própria Cidade/Capital, criando um incentivo e promoção dos valores e ideias locais/regionais     ; b) palestras com especialistas em tecnologia, segurança, logística, marketing e economia digital; c) Atendimento individual para os comerciantes que queiram ingressar ou evoluir no comércio eletrônico; d) Inscrição e participação no projeto E-Lojista.       

A estimativa é de reunir aproximadamente 6.000 pessoas em 14 Capitais Brasileiras, sendo:
Belo Horizonte – Brasília – Cuiabá – Curitiba - Fortaleza – Manaus Natal – Porto Alegre – Recife – Rio de Janeiro - Salvador - São Paulo.   Confira aqui a agenda do evento:
http://www.ecom2012.com.br/agenda.html.
As FCDL/CDL's de cada capital vão trabalhar para reunir Empresários, Lojistas, Comerciantes, Prestadores de Serviços, Profissionais Liberais, Publicitários, Executivos de Empresas e Shopping Centers, Consultores e Jornalistas Especializados.  Os interessados também poderão buscar suporte individual e orientação para seus negócios com os Consultores e Especialistas de plantão na EXPO ECOM 2012.             

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A maior escola de empreendedorismo

Por Rodrigo Brito

Você sabe qual é a maior escola de empreendedorismo do Brasil? Não? Então vou dar algumas pistas para você descobrir.
Em primeiro lugar, esta "escola" não tem uma sede, tem mais de 800 espalhadas pelas universidades dos 27 Estados do país. Ela também não tem "alunos", e sim mais de 10 mil "membros" que a cada ano participam desta escola e se renovam, sendo que o tempo médio que participam varia de um a três anos.
Ela não tem taxa de matrícula nem mensalidade, e seus alunos-membros pagam com seu trabalho e dedicação em forma de serviços para micro e pequenas empresas.
Esta escola não tem um reitor ou hierarquia rígida, organiza-se em rede através de federações estaduais e de uma confederação nacional, e anualmente realiza encontros estaduais com uma média de 400 participantes além de um grande encontro nacional que tem cerca de 2.000 vagas esgotadas em questão de horas, sendo mais disputadas do que ingressos para o show do U2!
A maior escola de empreendedorismo do Brasil também não tem aulas teóricas nem provas. Todo seu processo de aprendizado e avaliação acontece na prática, com desafios e experiências reais e diárias. E sua avaliação não vem na forma de notas em um boletim, mas pelos feedbacks que recebe de clientes, parceiros e colegas que, como você, estão ali para se desenvolver e ser alguém melhor para a sociedade.
Para uma estrutura tão grande, com tantos eventos e com um modelo tão complexo de educação, você deve estar pensando: "Meu Deus! Isto deve custar uma fortuna!". E você sabe quanto os governos investiram ou investem para que esta escola nacional de empreendedorismo funcione? Nada!
E sabe quanto grandes empresas investem para que esta escola forme talentos e bons profissionais para seus quadros? Quase nada também!
Toda as "sedes" e atividades desta escola nasceram e se desenvolvem a partir da iniciativa de seus próprios alunos-membros, que gostaram da ideia, arregaçaram as mangas e resolveram iniciar ou dar continuidade à suas sedes da maior escola de empreendedorismo do Brasil.
E seus alunos? O que fazem quando saem desta escola? Tornam-se empreendedores!
Só para citar alguns exemplos de "ex-alunos": Luis Otávio, co-fundador do Catarse.me (maior plataforma de crowdfunding do país); Carlos Lima, fundador da Integration (uma das maiores consultorias do país com escritórios em quatro países); Tiago Dalvi, da empresa social Solidarium; Luiz Piovesana, da Empreendemia; Antonio Neto, fundador da Vox Capital (primeiro fundo de Impact Investing do Brasil); Rafael Liporace, fundador da Biruta Mídias Mirabolantes; Marília Rocca, da Endeavor Brasil; além de toda a equipe que iniciou a Aliança Empreendedora.
Mas esses alunos-membros não empreendem apenas criando suas próprias empresas e ONGs. Eles também empreendem dentro de outras organizações, como é o caso de Nina Valentini, coordenadora do Instituto Arredondar; Tiago Mitraud, coordenador de produtos da Fundação Estudar; e algumas centenas ou milhares de trainees em empresas como Ambev, Boticário, Itaú, Fiat, INDG, ALL, Danone, dentre outras.


Descobriu qual é esta escola?
Chama-se Movimento Empresa Júnior, uma ideia que surgiu na França em 1967 por iniciativa de universitários que achavam que apenas as aulas não eram suficientes para prepará-los para o mercado de trabalho. Com isso, começaram a criar empresas sem fins lucrativos, dentro de suas universidades, para prestar serviços a preços acessíveis para micro e pequenas empresas, ganhando assim a experiência prática que tanto buscavam.
Aos poucos essa idéia ganhou força, espalhou-se pela Europa e em 1988 chegou no Brasil, país onde o "movimento" mais cresceu no mundo, sendo que hoje temos aqui mais empresas juniores do que todos os países da Europa somados, realizando mais de 2.500 projetos por ano.
Em um Brasil que investe tanto em programas de educação e empreendedorismo que patinam ou não saem do lugar, somos "case" mundial, mas ainda desconhecido por muitos, silencioso, que desde 1988 vem construindo, ano a ano, um Brasil mais profissional e empreendedor.
Para disseminar e celebrar esse movimento empreendedor, entre os dias 6 e 10 de agosto acontece em Paraty o Congresso Mundial de Empresas Juniores, ou JEWC (Junior Enterprises World Conference), com o tema "One World, One Network" e a presença de mais de 2.000 pessoas do Brasil e de países como Turquia, França, Itália, Alemanha, Espanha, Romênia e China. Como de praxe, as vagas estão esgotadas!
Quando Mark Twain disse a seu filho "Não sou contra que você entre na universidade, mas não deixe isso atrapalhar seus estudos", provavelmente não imaginava que um dia existiriam as empresas juniores!


IMAGEM: http://laboratoriumbr.wordpress.com/2012/04/19/quase-22-milhoes-de-empreendedores-no-brasil-jovens-impulsionam-o-empreendedorismo/

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Startupi Camp 2


O Startupi Camp é um evento intensivo de mentoria e construção de perspectivas. A primeira edição foi realizada em fevereiro e teve como tema Dimensões do Desenvolvimento. A segunda edição que será realizada no sábado, dia 11 de agosto, será focada em Early Stage Funding.

Durante a segunda edição do evento, será uma oficina com algumas rodadas de discussão e mentoria, elaboração e revisão de planos de ação, com foco em financiamento (funding) de negócios iniciantes voltados a inovação. Os participantes poderão contar com o conhecimento dos patrocinadores do evento (Trindade Investimentos, Respoint eVentures, Initial Capital, Ideasnt, além dos investidores Sangha Investiments e Thoreau Capital Partners.               

Os organizadores do evento deixam a dica que os empreendedores de startups com alguma experiência poderão aproveitar melhor, pois será uma discussão de como os empreendedores podem melhorar aquilo que já estão fazendo. E reforçam que não será uma aula, nem um evento de pitch. Será uma sessão coletiva de esclarecimento e construção de perspectivas.
Quando: sábado 11 de agosto de 2012, das 10h30 às 13h30;
Onde: espaço de coworking Plug N Work, Av. Nova Independência, 1061, bairro Itaim Bibi, São Paulo/SP. V

Confira mais informações aqui: http://startups.ig.com.br/fundingcamp/

Curta a página da Escola Empreendedora no Facebook e acompanhe essas e mais dicas sobre o mundo do empreendedorismo. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Doze coisas básicas que empreendedores em busca de anjos podem aprender em oito horas


Achei muito interessantes os tópicos que serão abordados por Marcelo Nakagawa – consultor de negócios que figura entre a nata dos mais respeitados no meio startup – em uma oficina especial realizada em parceria entre a Anjos do Brasil e a Escola Empreendedora.
Nakagawa trabalha como professor de empreendedorismo, coordena o Centro de Empreendedorismo no Insper e o programa de inovação da Endeavor. Para ele, empreendedores de todos os tipos (especialmente de startups) precisam conhecer os mercados onde pretendem atuar, mas também precisam entender sobre gestão e as dinâmicas do mercado de investidores que apoiam o empreendedorismo.
Até eu, que já tive a oportunidade de aprender com ele e com outros feras (inclusive empreendedores e investidores), gostaria de ouvir como ele vai abordar os seguintes tópicos:

1. Empreendedorismo como opção de carreira;

2. Fontes de financiamento de negócios;

3. Introdução ao investimento anjo no Brasil e no mundo;

4. A lógica do investimento anjo;

5. Os tipos de investidores anjo e suas expectativas;
6. Os prós e contras do investimento anjo para o empreendedor e seu negócio;
7. Estratégias e modelos de negócios que podem atrair investidores anjo;
8. Estudos de caso de sucessos e fracassos de investimentos anjos;
9. Onde estão os investidores anjo;
10. Como se preparar para buscar um investimento anjo;
11. Dicas de como aumentar suas chances de captação de recursos;
12. Fundamentos de negócios
     a. O valor do dinheiro no tempo
     b. Diferenças entre custo, despesa e investimento
     c. O ciclo PDCA
     d. Geração de valor
     e. Visão, missão e estratégia


O workshop no qual estes temas serão abordados visa a esclarecer e capacitar  empreendedores de negócios nascentes em busca de investimento (especialmente de anjos) para o desenvolvimento do negócio. A Escola Empreendedora é uma série de atividades que vem sendo promovidas no espaço de coworking SP MyJobSpace, em São Paulo (onde aconteceram as duas edições da Virada Empreendedora). Para saber mais e se inscrever, acesse o site.
*Diego Remus para Startupi sobre o workshop básico Investimento Anjo para empreendedores, organizado pela Anjos do Brasil e Escola Empreendedora, e realizado no dia 07/julho no MyJobSpace - Coworking SP. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

6 empreendedores que mudaram a realidade






1. Criatividade para mudar a realidade

Aos 23 anos, o paulistano recém-formado em computação Denilson Shikako, hoje com 34, se viu diante de uma tragédia familiar. Seu pai foi assassinado em uma tentativa de assalto no Capão Redondo, bairro que já foi um dos mais violentos da cidade de São Paulo. Num primeiro impulso, a família decidiu vender tudo e sair do país. "Alguns amigos me mostraram que fugir da situação não mudaria minha dor. Para superar a tristeza, Denilson usou uma técnica que já ensinava em escolas e empresas quando dava palestras sobre inovação: parar e pensar o que poderia fazer. Então surgiu a ideia de montar a Fábrica de Criatividade, projeto social no qual as pessoas da comunidade aprendem sobre arte, sustentabilidade, teatro e música.
A família de Denilson bancou a metade do investimento de 1 milhão de dólares com o que havia guardado para sair do país. Desde 2007, quando foi criado, o espaço já atendeu mais de 30 mil jovens. Hoje Denilson administra o projeto e dá palestras sobre criatividade e inovação em grandes empresas.

2. Energia bem gasta

Contratada para assumir o departamento de projetos sociais da Ampla, distribuidora de eletricidade para a região do Rio de Janeiro, em 2004, a cientista política carioca Gislene Rodrigues, de 36 anos, e sua equipe transformaram uma área que tinha cinco funcionários num departamento que hoje emprega 80 profissionais de diversas áreas.
O grupo trabalha em comunidades muito. No início, o setor comandado por ela atendia 17 000 pessoas por meio de seus programas educativos. Sete anos depois, atende 300 000 em 30 municípios fluminenses, alertando para o uso consciente da energia. "O desperdício, qualquer que seja, afeta o meio ambiente e a qualidade de vida no planeta", diz. Como muitos lares têm ligações elétricas clandestinas, boa parte da energia do time é gasta convencendo famílias a regularizar sua situação, tornando-as clientes da empresa. Aí, entra o trabalho de educação financeira. "A pessoa precisa adequar seu consumo ao orçamento familiar", diz Gislene. Há ainda projetos de oficinas profissionalizantes, que visam ensinar atividades geradoras de renda para essas famílias.





3. Um faixa preta social

Há um ano, o paulista Diego Silva, de 27 anos, gerente de negócios da Ticket, trabalha no esquema de home office. Depois de passar três anos em uma construtora na Espanha, Diego voltou ao Brasil para trabalhar na Ticket (atuou já havia atuado de 2001 a 2004), em busca de um trabalho com mais qualidade. "Aqui, a maioria da equipe comercial possui horários flexíveis", conta. Com mais flexibilidade, ele conseguiu voltar para a natação e pode ficar mais tempos com a família. "Demorava mais de uma hora para chegar ao trabalho por causa do trânsito. Era desgastante", diz. Hoje, ele organiza a agenda de acordo com a demanda de trabalho e vai apenas de 15 em 15 dias à empresa. "Meu rendimento aumentou e estou mais satisfeito".




4. Vivendo do riso

Daniela Biancardi, de 36 anos, desde criança teve o lado artístico apurado. Aos 14, começou a fazer aulas de teatro e um fato triste a empurrou de vez para a vida de artista: a morte do pai. "A arte era o que me nutria", diz. De uma família de comerciantes, Daniela via nos irmãos a paixão pelo que faziam. "Fui buscar a minha paixão também." A paulista formou-se na Escola Superior de Artes Célia Helena, e passou uma temporada de estudando na França e na Itália. "A palhaça emergiu falando francês. Mas ela sempre esteve dentro de mim." Daniela tornou-se palhaça profissional.
Quando voltou, envolveu-se em projetos sociais. Até que, em 2006, foi convidada para fazer parte da ONG internacional Palhaços Sem Fronteiras. Daniela foi para países africanos, como África do Sul e Lesoto, onde cerca de 70% da população tem HIV e grande parte das crianças é órfã. "Lá tentávamos trazer um mínimo de celebração da vida. Se uma criança vê um palhaço brincando com o outro, quer brincar também." Seu próximo plano é montar uma sede da ONG Palhaços Sem Fronteiras no Brasil.



5. Profissional sem fronteiras

Um dia depois de sua formatura em psicologia na Universidade Comunitária de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande Sul, Débora Noal, hoje com 30 anos, colocou uma mochila nas costas e despediu-se da família sem saber para onde iria. Depois de passar por várias cidades do país, um conhecido a apresentou aos Médicos Sem Fronteiras (MSF). "Pensei: 'É isso que eu quero para a minha vida'." Débora foi para São Paulo e fez todos os rigorosos testes para pertencer à ONG. Por mais de seis meses não teve retorno. Até que um dia a psicóloga recebeu uma ligação. Na época com 27 anos, a gaúcha doou a gata e os móveis para os vizinhos e trocou o cargo de coordenadora com um salário estável e a cobertura de frente para o mar onde morava por sua mochila. Partiu numa equipe de emergência após um furacão no Haiti.
Hoje, Débora traz dez missões em seu currículo. Nesses lugares, é responsável pelo atendimento psicológico de vítimas de catástrofes naturais, de conflitos armados e de zonas de guerra com refugiados. "A gente não sai sem dor, mas aprende a conviver com ela. Tem que se remendar a cada dia", diz, sem perder o brilho no olhar. Por isso, a mochila está sempre pronta num canto do apartamento em Brasília esperando a próxima missão.




6. Causa nobre

Até os 30 anos, a paranaense Alessandra Fontana, hoje com 36, trabalhava como jornalista. Durante um mestrado em relações internacionais, em Londres, começou a estudar países pobres e em desenvolvimento. Decidiu largar o jornalismo, permanecer no exterior e redirecionar a carreira. "Queria ajudar as pessoas de uma maneira bem prática", diz. Em 2007, ela começou a trabalhar no instituto anticorrupção Christian Michelsen, na Noruega. Na entidade, ela coordena um centro que fiscaliza como governos de nações pobres usam os envios financeiros de oito nações ricas. Caso a verba esteja sendo desviada, seu grupo age para conscientizar a população local de que existe um dinheiro que deveria estar chegando até ela.
O que move Alessandra é o propósito de ajudar. Quando volta para casa, na Noruega, traz histórias bonitas e tristes na bagagem. "Às vezes, retorno de alguns países tão desapontada que penso em desistir. Ao mesmo tempo, se não tiver ninguém que faça o que faço, nada vai mudar", completa.


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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Quem trabalha muito não tem tempo de ganhar dinheiro



Já se foi a época em que trabalhar dia e noite, finais de semana e feriados era sinônimo de sucesso e resultava no verbo “ganhar” dinheiro. Afinal, para quê nós trabalhamos? Por que nós trabalhamos? Para quem nós trabalhamos?

São perguntas que devemos nos fazer todos os dias, de preferência no início do dia, para ter noção do que estamos fazendo e para quem (sempre estamos fazendo algo para alguém, nosso trabalho sempre resulta em algo para a humanidade ou meio ambiente).
Time is money!

Eis que vivemos em um mundo conectado à diversas ferramentas que, de início, teriam o propósito de facilitar as nossas vidas e o nosso trabalho , só que não no dia a dia. Mas não vale jogar a culpa em redes sociais, ferramentas, pessoas, reuniões ou métodos antigos de trabalho. Devemos lembrar também do acumulo de tarefas, da falta de planejamento, das ausência de prioridades, no multitasking e na força do hábito (sim, na força, assim brutal mesmo) humano individual.

Já dizia o pai da administração Peter Drucker ““Quem não sabe administrar seu tempo não pode administrar qualquer outra coisa.” É um tapa na cara daqueles que sempre reclamam da vida, da falta de tempo, de que está trabalhando muito e que a vida anda muito corrida e difícil. Alá, gente! Depois da agenda vem o diário de bordo, de vida, como ele está? Qual será o final da história (profissional e de vida)?

Pois bem, existem diversas maneiras de planejar e fazer acontecer. Não que eu seja um expert em aproveitar o tempo (também estou aprendendo), mas venho melhorando a cada dia depois de boas orientações, muito estudo e treinamentos de liderança que me ajudam bastante nesse quesito. Mas vamos ao ponto: como mudar? O que precisamos fazer para aproveitar melhor o tempo, trabalhar menos e ganhar mais dinheiro? r: só você saberá como.
Peter Drucker diz que nós devemos transformar atividades-chave da produtividade em hábito em nossas vidas. E para transformá-las em hábito (o que é difícil) devemos lembrar constantemente e exercitá-las no nosso dia-a-dia, como na tabuada, onde ficávamos várias vezes repetindo as contas até memorizar que 6 x 6 resulta 36.Além de transformar o hábito, devemos ter consciência do que estamos fazendo, para que, instintivamente, possamos produzir mais. Drucker deixa algumas perguntas para nossa reflexão:

1. O que eu estou fazendo que não precisa ser feito?
2. O que eu estou fazendo que poderia ser feito por outra pessoa?
3. O que eu estou fazendo que apenas eu posso fazer?
4. O que eu deveria fazer que não estou fazendo?

Descentralizar já!

O problema de muitos “líderes” é que eles querem ter controle sobre tudo, sobre custos, atendimento, relacionamento, produção, entregas, comunicação, tudo! Esse líder acha que sem ele as coisas não andam, mas na verdade, é uma pessoa que não confia na sua equipe, na sua rede, e acaba por não delegar tarefas que poderiam ser realizadas com a mesma ou maior qualidade que ele mesmo. A confiança é essencial em qualquer tipo de relação humana. Just try!

Reuniões dos infernos!

Outro grande problema da produtividade são as reuniões sem sentido e com pessoas que não tem nada a ver com os temas discutidos. Quem nunca? Vamos deixar esse tema de reuniões para um próximo post. Mas já fica aqui o título: matem as reuniões!

Convidar convocar pessoas que não tem nada a ver com as reuniões é um grande erro. Por mais que algumas pessoas se sintam “desmerecidas” por não serem convidadas, vale ao menos um email do tipo “iremos nos reunir para discutir assinto x. se achar que vale a sua participação, sinta-se à vontade para participar. caso não, enviaremos a ata da reunião posteriormente.” – pimba! Tá resolvido.

Agenda, calendário, relógio, despertador e o kct, são todas as ferramentas que nos ajudam sim a controlar e planejar melhor o tempo. Mas de nada irá ajudar se não transformarmos nossos hábitos mais pequenos e cruciais na hora de trabalhar para fazer acontecer. Eis o paradigma que devemos quebrar “eu não consigo” para: “sim eu consigo”.
Já foi confirmado que ser workaholic, nos dias atuais, não é sinônimo de sucesso. Se você não ganha dinheiro, não curte a sua família, seus amigos, sua comunidade e sua própria vida, é melhor repensar quanto tempo você trabalha.
“Falta de tempo é desculpa de quem perde tempo por falta de métodos” Albert Einstein.
Indicação de leitura: O Gerente Eficaz, Peter Drucker.