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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Prêmio Eco Challenge: ideias sustentáveis e inovadoras


Se você tem entre 13 a 15 anos e uma ideia inovadora na cabeça, essa é sua chance de fazer acontecer! Inscreva-se no prêmio Eco-Challenge 2013, uma categoria de TIC Americas. A premiação é uma iniciativa do YABT e da PepsiCo, em prol da sustentabilidade do planeta que compartilhamos. A iniciativa selecionará as ideias mais inovadoras ligadas à sustentabilidade de jovens dos países da América Latina, em duas categorias: Empreendedor Econômico e Empreendedor Social.

Em seu quarto ano, o prêmio, parte da TIC Américas escolherá oito finalistas com projetos que resolvam um problema ambiental ou negócio sustentável dentro dos temas: preservação do meio ambiente e/ou da água. Estes finalistas irão apresentar seus projetos para uma comissão julgadora em um evento na Guatemala. Os grandes vencedores, um em cada uma das categorias, receberão um prêmio de US$ 5 mil.
Os projetos apresentados devem propor ideias inovadoras em sustentabilidade. Na categoria Empreendedores Sociais, o objetivo é criar um empreendimento ou projeto social que resolva um problema ambiental. O Empreendedor Social é aquele que busca uma mudança através do desenvolvimento e da difusão de soluções inovadoras a problemas sociais existentes, que posteriormente possam ser implementadas pelo mercado. Já a categoria Empreendedores Econômicos, o objetivo é resolver um problema ambiental através de um empreendimento ou ideia de negócio. Empreendedor Econômico é aquele que busca gerar uma mudança industrial por meio de alguma inovação que desafie o status quo. Embora seu foco não seja social, o empreendedor econômico deve sempre cuidar do triplo equilíbrio de resultados: econômico, social e ambiental.
Para se inscrever basta ter, entre 13 a 35 anos e não há necessidade de  comprovação de nenhum grau de escolaridade.  As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 18 de janeiro de 2013 pelo link:http://www.ticamericas.net/reg/ent/eco-reto-2013_pr . O anúncio dos finalistas será no dia 28 de abril e a apresentação dos finalistas e cerimônia de premiação será entre os dias 29 e 31 de maio.
O apoio e patrocínio do Eco Challenge pela PepsiCo tem como base o compromisso de  apoiar e energizar as lideranças locais para fortalecer e acelerar as transformações socioambientais em suas comunidades. Esta política faz parte da estratégia global da companhia chamada Performance com Propósito.
Para acompanhar nossas dicas sobre empreendedorismo, siga a Escola Empreendedora no Facebook clicando aqui: https://www.facebook.com/EscolaEmpreendedora?fref=ts

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Jovem Empreendedor


Muito se fala sobre o jovem empreendedor como se isso fosse um fenômeno contemporâneo. Mas se analisarmos nossa história evolutiva, veremos que  ele é, na verdade, um dos personagens mais antigos da nossa espécie - além de fundamental para que atingíssemos o atual grau de desenvolvimento da humanidade. O empreendedorismo está em nossas raízes.No nosso ambiente ancestral, grupos humanos se organizavam em bandos de caçadores e coletores que atuavam de maneira organizada para obter o sustento da comunidade. Mas de nada adiantava um grande número de bons manejadores de lanças se não houvesse um indivíduo com habilidade para coordenar uma estratégia eficiente para cercar a presa. Foi precisamente aí que surgiu a necessidade de um sujeito que fosse bom na coordenação da caçada (ou de uma eficiente operação de coleta), independente de sua própria habilidade na atividade de caçar ou coletar propriamente dita.

Muito tempo depois, inventamos a agricultura, o comércio, a escrita, as leis… Continuamos, entretanto, a ter a necessidade de indivíduos que liderassem empreendimentos análogos aos que praticávamos há dezenas de milhares de anos. No atual grau de desenvolvimento, centrado no sistema capitalista de livre iniciativa, esse sujeito é o empreendedor – que, a priori, pode ser jovem ou velho, tanto faz. Acontece que, já no ambiente ancestral, havia uma diferença sutil entre os líderes de caçadas mais novos ou mais velhos, que tem paralelo entre os jovens empreendedores e aqueles já estabelecidos há muito tempo.

O tempo dos jovens empreendedores

A diferença entre jovens e velhos empreendedores não se restringe ao número de fios de cabelo branco na cabeça, mas principalmente ao comportamento de um e de outro. Um jovem empreendedor, assim como um jovem líder de caçadores, é um sujeito mais impetuoso e disposto a assumir ricos e a inovar. O empreendedor mais velho, por sua vez, tem um comportamento mais seguro e menor propensão ao risco. E uma sociedade saudável terá estes dois tipos de lideranças empresariais convivendo de modo a obter um equilíbrio que maximize a eficiência total do sistema. O jovem empreendedor possui desafios a enfrentar.
Neste contexto, cabe ao jovem empreendedor o papel de avançar, ao passo que os empreendedores mais velhos têm a responsabilidade de não retroceder. Ambos são importantes, sem dúvida, como um time que precisa de um bom goleiro e um bom artilheiro. Mas um ótimo goleiro não ganha o campeonato, mesmo que seja a peça fundamental para que o time não seja rebaixado para a 2ª divisão. Por isto, a importância das associações de jovens empreendedores: fomentar a proliferação dos artilheiros que nos farão vencer o campeonato!

FONTE: Empreendedor OnLine

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

É possível ensinar alguém a ser empreendedor?


Pequenas Empresas & Grandes Negócios conversou com quatro especialistas no estudo do empreendedorismo e organizou um debate virtual sobre o assunto


A partir da esquerda, Jacques Marcovitch, Anne Dobrée, Gilberto Sarfati e Marcelo Nakagawa

É possível ensinar alguém a ser empreendedor? As respostas para essa pergunta variam bastante no mundo acadêmico. Alguns especialistas acreditam que já se nasce com as características de um empreendedor. Outros acham possível ensinar ou estimular isso na própria faculdade. Além do professor Andrew Zacharakis, do Babson College, nos Estados Unidos, Pequenas Empresas & Grandes Negócios conversou com mais quatro especialistas no estudo do empreendedorismo e organizou um debate virtual sobre o assunto. 

Perfil dos especialistas 
ANNE DOBRÉE: Chefe do Seed Funds, fundo de investimento do Grupo de Empreendedorismo da Universidade de Cambridge, na Inglaterra 

MARCELO NAKAGAWA: 
Professor e coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper 

GILBERTO SARFATI: Professor do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas (FGV) 

JACQUES MARCOVITCH: Professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) 

>> É possível ensinar alguém a ser empreendedor? 

Dra. Anne Dobrée: algumas habilidades do empreendedor são inatas e não podem ser aprendidas. Eu acho que a disposição para assumir riscos e a persistência são características difíceis de ensinar, apesar de poderem ser apoiadas e encorajadas na sala de aula. Cursos de empreendedorismo podem complementar as habilidades naturais que os empreendedores têm. Além disso, essas aulas ajudam a fornecer a orientação, o apoio e o incentivo necessários para os empresários em potencial começarem a dar seus primeiros passos.

Professor Marcelo Nakagawa: dá para incentivar o empreendedorismo. Você ensina técnicas de gestão, por exemplo. Agora, a capacidade de empreender tem de nascer da iniciativa de cada um. Nenhum professor vai motivar o aluno a ser empreendedor; ele vai indicar os motivos que aquela pessoa tem para empreender. Quem encontra, verdadeiramente, esses motivos é o próprio aluno. Infelizmente, as disciplinas de empreendedorismo estão, principalmente, nos cursos de negócios. Nos mais técnicos, as pessoas não aprendem a ganhar dinheiro com aquilo que estão lidando. É difícil achar matéria de empreendedorismo num curso de odontologia, mas esse ensino deveria ser obrigatório para qualquer curso superior. O aluno precisa aprender a ganhar dinheiro em cima do que está fazendo. 

Professor Gilberto Sarfati: é possível ensinar a ser um empreendedor melhor e despertar o empreendedorismo como opção de carreira. Na FGV, temos tido sucesso com isso. No primeiro ano do curso de administração existe uma matéria chamada “Educação Empreendedora”. Percebemos que a maioria dos alunos entra na faculdade sem nem pensar em empreender. Mas isso muda com o tempo. O número de alunos que quer abrir um negócio próprio tem crescido dentro da faculdade e alguns deles começam a empreender ainda dentro da FGV — na empresa júnior, por exemplo. 

Professor Jacques Marcovitch: na faculdade, não se aprende intuição, uma qualidade tão essencial para os grandes cientistas quanto para os pequenos comerciantes. O que se chama de faro ou instinto é uma precondição a ser cultivada no empreendedorismo, de preferência com apoio em regras produzidas no universo do ensino formal. Aprender a empreender é possível, sim. Embora partidários mais ortodoxos da intuição costumem caricaturar o problema com uma frase bem-humorada: “A gente só aprende o que já sabe”. 

>> O que é essencial aprender antes de ser empreendedor? 

Dra. Anne Dobrée: parte do trabalho de se tornar empreendedor é ter a habilidade de aprender a dançar conforme a música, ir aprendendo as coisas conforme a necessidade. Mas, essencialmente, seria necessário um bom conhecimento técnico sobre a área, saber administrar as finanças do negócio e construir equipes. Algo também essencial para o empreendedor é saber quais as habilidades que ele não tem. 

Professor Marcelo Nakagawa: existem dois conhecimentos importantes para as pessoas que estão longe da área de negócios. O primeiro é aprender a planejar um novo negócio e o segundo é aprender a vender. Tudo isso pode ser suprido por cursos ou por um sócio mais especializado na área de administração. Um dos pontos positivos de fazer esses cursos é encontrar pessoas com os mesmos medos, receios e sonhos. São pessoas que estão no mesmo estágio de pensar um novo negócio, de querer arriscar mas ter um pouco de medo. 

Professor Gilberto Sarfati: planejamento é essencial. Todas as pesquisas indicam que as principais razões para a falência de empreendimentos é a falta de capacidade de gestão. Além disso, gestão de pessoas, gestão de caixa, vendas e marketing. O empreendedor não precisa ser um especialista nessas áreas, uma vez que, mais cedo ou mais tarde, ele poderá contratar pessoas especializadas nelas. Mas precisa ter uma boa noção para conseguir acompanhá-las — afinal, é o presidente da empresa que está fundando. Você não precisa ser o contador, porque não vai fazer o balanço da empresa. Mas precisa entender aqueles números. 

Professor Jacques Marcovitch: é essencial valorizar a cultura de resultados, a clareza das metas, a compreensão do entorno do futuro negócio e as especificidades do mercado a ser conquistado. A convivência com os potenciais consumidores é a melhor forma de apreender aspirações, anseios e expectativas. Aprender com outros que estão no ramo contribui para antecipar dificuldades a superar, e formas de otimizar o retorno sobre o investimento. Além disso, aprender a montar um plano de negócios, com etapas a vencer, será útil. Todo empreendedor deve compreender que o lucro está longe de ser a mera diferença entre receita e despesa corrente. Trata-se de gerar recursos para investir, motivar seus funcionários e pagar impostos, capital de giro e crédito bancário, por exemplo, que são variáveis básicas e cujo pré-dimensionamento é aconselhável. 

>> Quais as vantagens e desvantagens de ter se graduado na mesma área do seu negócio? É melhor ir direto para um curso de administração ou fazer uma faculdade na área em que você quer empreender? 

Dra. Anne Dobrée: a faculdade de administração pode proporcionar uma compreensão melhor de negócios em geral, além de uma rede de contatos. No entanto, em algumas áreas, especialmente naquelas relacionadas à alta tecnologia, você realmente precisa de uma base mais específica do setor. Tem de entender as complexidades do serviço que está oferecendo e também para ser levado a sério no mercado. 

Professor Marcelo Nakagawa: o ideal é justamente isso — a pessoa empreender na área em que se formou. É uma maneira inteligente de se tornar empreendedor, porque você não joga fora o que aprendeu durante anos de estudos. No fim das contas, você tem o conhecimento técnico da área, sabe quais são os clientes e como o segmento evolui. Acho que não existe uma desvantagem nesse caminho. 

Professor Gilberto Sarfati: a vantagem de ter se formado na mesma área em que o seu negócio atua é ter um ponto de vista técnico. A desvantagem é a falta de conhecimento em gestão, o que pode matar um negócio. Uma fórmula que tem dado certo é a de ter sócios especializados em áreas diferentes: um com um conhecimento mais técnico do setor (um arquiteto, por exemplo) e outro com um conhecimento maior em gestão. Se a pessoa optar por aprender a gerir um negócio, a faculdade de administração não é a mais recomendada, porque o ensino universitário vai cobrir coisas que não vão interessar a ela. Existem cursos específicos que contribuem mais para a necessidade do empreendedor e vão levar menos tempo. 

>> Como você vê a proliferação de cursos de empreendedorismo no mundo? 

Professor Gilberto Sarfati: isso é positivo porque simboliza um aumento da cultura empreendedora. Agora, o próximo passo é aumentar a especificidade desses cursos para que haja mais cursos focados nos pequenos negócios. Atualmente, os cursos de administração — como gestão de pessoas, gestão de empresas — são muito focados em grandes negócios. 

Professor Jacques Marcovitch: os cursos de empreendedorismo constituem uma condição desejável, mas não suficiente. Eles requerem, antes de tudo, uma boa estruturação de suas propostas de ensino, combinando valores, princípios e conceitos. Além disso, é preciso alinhar esse ensino com a vida prática. A meu ver, esses cursos devem conter um ciclo básico, destinado a identificar e incentivar a vocação e o verdadeiro potencial do aprendiz. Seria um bom filtro para selecionar quem quer ou não ser mesmo empreendedor. Não se lavra em terra estéril. 

Esta reportagem é um extra da matéria “Profissão: empresário”, publicada na edição impressa de Pequenas Empresas & Grandes Negócios (ed. 284 - setembro/2012) 




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Como decolar do Brasil para o Vale do Silício



 O Vale do Silício abriga as principais companhias que revolucionaram o mundo da tecnologia como Apple, Google, Yahoo! e HP. O maior polo de tecnologia e inovação do mundo atrai muitos empreendedores e é alvo da maioria das startups mundiais. Mas, apesar de o local ser rico em oportunidade e conhecimento, o vale é um lugar hostil para estrangeiros.
Não é impossível se tornar um empreendedor do Vale do Silício, mas é preciso muita determinação e planejamento. O primeiro passo é simples: monte sua  startup e comece desenvolvendo um bom plano de negócios. O planejamento não garante o sucesso, porém serve para minimizar os erros e otimizar as potencialidades e oportunidades, pois é através dele que podemos ver as reais chances de o projeto dar certo.
De acordo com Douglas Pereira Maluf, empresário e palestrante da assessoria financeira Capital A7, muitas empresas quebram antes da hora justamente por não terem feito um bom plano de negócios no início. Ele garante que se estas startups tivessem feito o business plan corretamente, elas teriam um programa de sobrevivência ou já veriam que a ideia não era viável.
"Em resumo, o plano de negócios torna a oportunidade clara, ou, claramente define que não se trata de uma oportunidade", comenta. "O Sebrae dá todo apoio necessário para confecção do plano de negócios, promove cursos, workshops e palestras que auxiliam no desenvolvimento de novos empreendedores", completa.
O plano de negócios é tão vivo quanto o mercado, portanto, deve ser atualizado e revisado constantemente, servindo, inclusive, como instrumento de gestão da empresa. Com as mudanças que acontecem no mercado, é normal que suas metas se adequem às transformações.
O especialista ainda lembra que, além do planejamento, é primordial conhecer muito bem o segmento escolhido. A dica é aprender com as empresas que alcançaram o sucesso e também com as companhias que deram errado. Conversar com empresários sobre dificuldades e percepções de mercado também é fundamental para o seu negócio, assim como aumentar sua rede de contatos o tempo todo.
Um estudo realizado pelo Sebrae descobriu que mais de 70% das empresas não chegam a completar cinco anos de vida. Os erros destas iniciantes é que, geralmente, elas apresentam deficiências em dois pontos: estruturação do negócio e administração. Portanto, Douglas reforça que estes aspectos precisam ser dominados pelo empreendedor que quer vencer.
"Para se ganhar dinheiro as ideias não precisam ser tão extraordinárias assim, mas precisam de consistência. Gosto de uma frase que ouvi de um grande empresário do ramo de entretenimento que diz que 'é preferível um negócio médio na mão de pessoas excelentes a um negócio extraordinário na mão de pessoas comuns'."
A paixão também faz parte de uma história de sucesso e, de acordo com o empresário, deve estar presente na vida dos fundadores. Porém, a paixão não pode cegar o empreendedor, que precisa trabalhar sempre com três cenários: otimista, realista e pessimista. Cercado destas precauções, as chances de você começar com o pé direito são altas.
"Sentir insegurança é natural e não é vergonha nenhuma pedir ajuda. Existem excelentes empresas que dão suporte ao novo empreendedor. Se for o caso, estude a possibilidade de iniciar com uma franquia. Algumas redes prestam todo suporte na escolha do local, treinamentos de gestão e etc.", finaliza.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A maior escola de empreendedorismo

Por Rodrigo Brito

Você sabe qual é a maior escola de empreendedorismo do Brasil? Não? Então vou dar algumas pistas para você descobrir.
Em primeiro lugar, esta "escola" não tem uma sede, tem mais de 800 espalhadas pelas universidades dos 27 Estados do país. Ela também não tem "alunos", e sim mais de 10 mil "membros" que a cada ano participam desta escola e se renovam, sendo que o tempo médio que participam varia de um a três anos.
Ela não tem taxa de matrícula nem mensalidade, e seus alunos-membros pagam com seu trabalho e dedicação em forma de serviços para micro e pequenas empresas.
Esta escola não tem um reitor ou hierarquia rígida, organiza-se em rede através de federações estaduais e de uma confederação nacional, e anualmente realiza encontros estaduais com uma média de 400 participantes além de um grande encontro nacional que tem cerca de 2.000 vagas esgotadas em questão de horas, sendo mais disputadas do que ingressos para o show do U2!
A maior escola de empreendedorismo do Brasil também não tem aulas teóricas nem provas. Todo seu processo de aprendizado e avaliação acontece na prática, com desafios e experiências reais e diárias. E sua avaliação não vem na forma de notas em um boletim, mas pelos feedbacks que recebe de clientes, parceiros e colegas que, como você, estão ali para se desenvolver e ser alguém melhor para a sociedade.
Para uma estrutura tão grande, com tantos eventos e com um modelo tão complexo de educação, você deve estar pensando: "Meu Deus! Isto deve custar uma fortuna!". E você sabe quanto os governos investiram ou investem para que esta escola nacional de empreendedorismo funcione? Nada!
E sabe quanto grandes empresas investem para que esta escola forme talentos e bons profissionais para seus quadros? Quase nada também!
Toda as "sedes" e atividades desta escola nasceram e se desenvolvem a partir da iniciativa de seus próprios alunos-membros, que gostaram da ideia, arregaçaram as mangas e resolveram iniciar ou dar continuidade à suas sedes da maior escola de empreendedorismo do Brasil.
E seus alunos? O que fazem quando saem desta escola? Tornam-se empreendedores!
Só para citar alguns exemplos de "ex-alunos": Luis Otávio, co-fundador do Catarse.me (maior plataforma de crowdfunding do país); Carlos Lima, fundador da Integration (uma das maiores consultorias do país com escritórios em quatro países); Tiago Dalvi, da empresa social Solidarium; Luiz Piovesana, da Empreendemia; Antonio Neto, fundador da Vox Capital (primeiro fundo de Impact Investing do Brasil); Rafael Liporace, fundador da Biruta Mídias Mirabolantes; Marília Rocca, da Endeavor Brasil; além de toda a equipe que iniciou a Aliança Empreendedora.
Mas esses alunos-membros não empreendem apenas criando suas próprias empresas e ONGs. Eles também empreendem dentro de outras organizações, como é o caso de Nina Valentini, coordenadora do Instituto Arredondar; Tiago Mitraud, coordenador de produtos da Fundação Estudar; e algumas centenas ou milhares de trainees em empresas como Ambev, Boticário, Itaú, Fiat, INDG, ALL, Danone, dentre outras.


Descobriu qual é esta escola?
Chama-se Movimento Empresa Júnior, uma ideia que surgiu na França em 1967 por iniciativa de universitários que achavam que apenas as aulas não eram suficientes para prepará-los para o mercado de trabalho. Com isso, começaram a criar empresas sem fins lucrativos, dentro de suas universidades, para prestar serviços a preços acessíveis para micro e pequenas empresas, ganhando assim a experiência prática que tanto buscavam.
Aos poucos essa idéia ganhou força, espalhou-se pela Europa e em 1988 chegou no Brasil, país onde o "movimento" mais cresceu no mundo, sendo que hoje temos aqui mais empresas juniores do que todos os países da Europa somados, realizando mais de 2.500 projetos por ano.
Em um Brasil que investe tanto em programas de educação e empreendedorismo que patinam ou não saem do lugar, somos "case" mundial, mas ainda desconhecido por muitos, silencioso, que desde 1988 vem construindo, ano a ano, um Brasil mais profissional e empreendedor.
Para disseminar e celebrar esse movimento empreendedor, entre os dias 6 e 10 de agosto acontece em Paraty o Congresso Mundial de Empresas Juniores, ou JEWC (Junior Enterprises World Conference), com o tema "One World, One Network" e a presença de mais de 2.000 pessoas do Brasil e de países como Turquia, França, Itália, Alemanha, Espanha, Romênia e China. Como de praxe, as vagas estão esgotadas!
Quando Mark Twain disse a seu filho "Não sou contra que você entre na universidade, mas não deixe isso atrapalhar seus estudos", provavelmente não imaginava que um dia existiriam as empresas juniores!


IMAGEM: http://laboratoriumbr.wordpress.com/2012/04/19/quase-22-milhoes-de-empreendedores-no-brasil-jovens-impulsionam-o-empreendedorismo/